VEJO, PELO MENOS, CINCO CORES
Estou num vôo a caminho de Belém do Pará. No assento ‘B’ (entre duas outras pessoas) olho pela janela à minha esquerda e me rendo à indescritível beleza do reflexo do por do sol por sobre as nuvens... É impossível parar de olhar o espetáculo. Vejo, pelo menos, cinco cores. A mais próxima e abaixo de mim é o cinza quase preto das nuvens que apresentam a noite para as pessoas que estão lá embaixo – mas estas nuvens, ainda não são na verdade, a noite. As outras cores estão lá na linha do horizonte e, por último, subindo o olhar, vejo o azul celeste – perfeito, esplêndido! O comandante avisa que estamos a 37 mil pés – cerca de 11.300 metros acima do chão – estamos nas nuvens – ou melhor; sobre as nuvens. Agora, olhando novamente lá prá fora, percebo que a noite real vai tomando conta do lindo azul celeste. Vai apagando as outras cores que vi antes e se transformando numa coisa só com as nuvens negras abaixo de mim.
Tento ficar só na perplexidade da perfeita beleza da natureza, mas, não consigo. Começo a dizer prá mim coisas que já sei faz tempo..., mas, que precisava lembrar todo dia:
1) As cores estão sempre lá. Mesmo que eu não possa ver o azul celeste – ele está sempre lá.
2) As nuvens estão sempre lá. Ora sobre minha cabeça, ora sob meus pés, ora cinzas quase negras, ora brancas como a neve – elas estão sempre lá.
3) As outras cores sempre se apagam depois de um tempo, por mais que eu as ache lindas; divinais... elas sempre se apagam para dar lugar a noite.
4) A noite sempre vem. Por mais que eu não queira ou não a deseje em determinado momento – ela sempre vem.
5) Existem inúmeros e minúsculos ‘pontos de luz’ lá embaixo. Só posso vê-los agora, só agora, quando a noite real cai sobre o avião. Eles me lembram que, em meio à horas de escuridão, sempre haverá pontos de luz em algum lugar.
Vejo, pelo menos, cinco cores. Mesmo que não diante dos meus olhos como há poucas horas. Se eu estiver sob nuvens negras, preciso lembrar que o azul celeste está lá sobre elas. Se não contemplo as outras cores, preciso lembrar que elas estão lá e farão seu papel no por do sol mesmo que eu não possa ver. Se a noite chegar mais rápido e de forma assustadora, preciso lembrar que ela vai passar e me permitir ver inúmeros e minúsculos pontos de luz que estão em algum lugar – basta que eu preste atenção.
Seja na vida pessoal ou profissional, é bom treinar ver cores – pelo menos cinco cores. Estamos sempre cercados por uma delas ou por todas elas ao mesmo tempo. Tire proveito de cada cor. Entenda o tempo de ‘vida’ de cada uma. Usufrua o melhor que cada uma pode dar. Essas atitudes lhe trarão paciência – ‘e a paciência a experiência e a experiência a esperança’.
Já é noite fechada aqui em cima... Ainda tenho uns 80 minutos de vôo até o meu destino, mas, ainda vejo, pelo menos, cinco cores.
E você?? Quantas cores vê?
Delaíse Pimentel www.delaise.com.br Consultora em Desenvolvimento Humano Comunicóloga CONRERP 3413
10/2010
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Confie um pouco mais e vá!
Manhã nublada de sexta-feira, amanheci disposta e confortável com as tarefas que precisava realizar no fim de semana. Estava tudo sob controle. Tudo em ordem.
O celular tocou às 10h30 e o número era desconhecido. Do outro lado uma voz masculina confirmava se era eu mesma. ‘Sim, pois não – respondi’. A partir desse momento, minha tranqüila manhã de sexta-feira, minha sofrida organização com todas as tarefas e meu prazeroso sentimento de controle foram por água à baixo.... muito à baixo ... Quando a ligação terminou, eu disse prá mim mesma: ‘Você é louca!’ Meus neurônios em pré-aquecimento matinal (eu e as ‘manhãs’ não temos uma boa relação...), concordaram comigo e, diante da percepção das novas circunstâncias, pularam de algumas, para milhares de sinapses por segundo! Eu havia acabado de aceitar fazer uma palestra por uma instituição de ensino muito conceituada no mercado – indicação de um grande amigo – numa empresa de igual conceito em Niterói às 18h. Eu tinha míseras 6 horas para pensar, pesquisar atualidades sobre o tema, selecionar o material da pesquisa, organizar a linha de pensamento e exposição, montar a exposição, preparar o Power Point, selecionar a roupa adequada, verificar condições de cabelo, sobrancelhas e unhas (essa parte é inegociável) etc.
A responsabilidade pesava em meus ombros: eu faria a palestra de abertura da turma do MBA em Gestão de Negócios daquela empresa em parceria com a instituição... Eu precisava honrar a indicação e a oportunidade. Além disso, em função da urgência, eu sabia que estaria passando por uma espécie de ‘processo seletivo’ com prova presencial e oral, para uma possível parceria como professora especialista da instituição e eu queria muito aproveitar a oportunidade. Por longos cinco minutos, percebi-me, frágil, insegura, ‘louca’ e uma porção de outras coisas não tão boas... Em compensação, nos minutos seguintes – os 355 restantes, antes de sair de casa, ‘me fiz’ perguntas e ‘me dei’ respostas ao mesmo tempo: - Por que não? R.: Medo, todo mundo tem. ‘Friozinho’ na barriga, tem que ter! - Por que não? R.: Comunicação é a sua praia! Você estudou isso a vida toda, se preparou para compartilhar informações sobre o tema. - Por que não? R.: A vida está lhe apresentando uma oportunidade e você quer fingir que não está vendo! De jeito nenhum! - Por que não? R.: Vá lá e faça o de sempre – use a receita que dá certo: Fale com o coração e com a alma. Fale a verdade. Fale do que você vê e sente. As pessoas vêem e sentem de forma semelhante... - Por que não? R.: Vá lá e aproveite! Curta cada olhar, cada troca, cada sorriso, cada pergunta. Curta os que ‘não vão curtir’ – eles lhe ensinarão alguma coisa. Mas, curta mais ainda os que vão curtir, eles vão lhe dar forças para continuar. - Por que não? R.: Deus lhe deu um dom – ensinar. Você pode até não confiar em você, mas, nEle você tem que descansar!! Confie um pouco mais e vá! Fui. Foi muito bom.
Momentos de dúvidas, inseguranças e medos, todos nós temos. E é bom que tenhamos. A postura de segurança extrema pode nos dar fortes rasteiras. Correr riscos sempre é valido quando corremos riscos calculados. Correr riscos calculados é necessário e é recomendável. Aceitar desafios faz parte do jogo e do crescimento. Avalie as possibilidades, tire medidas, reveja o caminho, desenhe novos trajetos e projetos, desenvolva o plano B e C. Questione, ouça, concorde, discorde, na medida certa e no tempo oportuno - isso é treinamento. Confie um pouco mais e vá. Vá com suas próprias pernas e impulsionado por suas próprias motivações. Mas, vá. Se você não for, alguém irá. Não por você, mas, em seu lugar. Lembre-se disso.
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Líderes são Educadores que Servem
Tenho percebido um saudável rebuliço nas conversas sobre gestão de pessoas nestes últimos meses. Algumas coisas me alegram bastante e também me fazem refletir e questionar. Certa vez, numa palestra, ouvi de um consultor, a narração emocionada sobre um trecho do filme “Lancelot – O Primeiro Cavaleiro”, com os grandes atores, Sean Connery e Richard Gere. O trecho apresentado e depois enfatizado mostrava o momento em que o Rei Arthur entrava no lugar de reunião dos cavaleiros da Távola Redonda e comentava a frase escrita na ‘grande mesa’; frase esta, que era regra e prática dos grandes cavaleiros: “Só é livre o homem que serve”. Nunca mais esqueci aquela explicação. Que fantástico paradoxo: servir para ser livre. Como Gestora de Recursos Humanos, questionei-me: Quantos líderes, como o Rei Arthur são livres? Quantos servem? Quantos líderes educam seus seguidores, porque, primeiramente, os servem? Eu sou uma líder educadora? Sou capaz de servir a qualquer pessoa? Tenho real desejo de ajuda-las servindo-as? Em meio aos questionamentos ainda sem resposta, lembrei-me de alguns ensinamentos de excelentes livros que já passaram pela minha cabeceira: “Lições de Liderança de Jesus” – para mim, o maior líder e o maior servidor; “Uma Vida com Propósitos”, a vida que serve; “Valores Humanos na Educação”, um resgate dos reais valores que deveriam ser ensinados desde a primeira fase escolar; “Há Poder em suas Palavras”, a importância da confiança em Deus e de falar com otimismo sempre; “Inteligência Emocional”, a meu ver, também um ensinamento de como ‘servir’ da maneira certa; “As Cinco Linguagens do Amor”, dentre os deliciosos assuntos, um especial sobre ‘Formas de Servir’; “A Inteligência na Carreira Profissional”, que nos incentiva a repensar o ‘por quê trabalhamos’ e, nestes últimos dias, “O Monge e o Executivo”, uma rica oportunidade de aprendizado para o líder/educador/servidor. De volta aos questionamentos, busquei respostas para as perguntas: · Quantos líderes como o Rei Arthur são livres de tal forma que podem servir? Dentro da minha perspectiva e experiência, encontrei uma resposta que me atendeu: Os que são educadores. Os que são tão firmes e seguros que, não só podem, como desejam compartilhar o saber com a alegria e o prazer de quem entende, na essência, o que significa desenvolver pessoas. · Quantos servem? Os que nunca estão competindo para derrotar alguém e nunca se sentem ameaçados – são o que são e reconhecem seu valor e necessidade de aprendizado constante. Os que têm certeza que jamais serão inferiorizados por distribuir espontânea e carinhosamente o conhecimento que adquiriram e que os tornou o que são – líderes. · Quantos líderes educam servindo? Os que reconhecem no outro ser humano uma rica fonte de saber e troca de conhecimentos independente do nível hierárquico que cada um possua. O outro nunca é uma ameaça ou um adversário para o líder que educa servindo. O líder educador serve, porque conhece e confia em sua essência educadora, qual seja, o desejo de ajudar o outro em seu desenvolvimento pessoal e profissional. O líder educador serve com amor, paciência, bondade, responsabilidade, ética, solidariedade e convicção de que somente servindo, nos tornamos livres. Livres do egoísmo e individualismo que nos impedem de compartilhar; livres dos desejos insanos e da ambição desmedida que nos fazem perder a real grandeza da vida, livres da competição destruidora que nos faz esquecer a necessidade do próximo, livres da maldade e maledicência que sempre destroem e desagregam; livres dos preconceitos e rótulos que nos afastam do outro antes de nos permitir conhecê-lo; livres do medo de ‘perder’ posições ou status porque já sabemos o que realmente é valor. O líder educador pode servir a qualquer pessoa porque compreende o valor de não ser ‘escravo’ de sentimentos tão mesquinhos e fúteis que impedem o crescimento e a visão do ser humano e da vida em sua beleza e grandiosidade. Líderes educadores enxergam claramente a imensidão da constelação e o espaço que cada pessoa tem nesta imensidão para brilhar junto com as outras; caso contrário, não teríamos constelação. Líderes educadores servem, porque reconhecem que a vida é um constante aprendizado. Reconhecem que precisam usar suas mãos não só para aplaudir ou acusar pessoas, mas, para abraça-las e oferecer-lhes um pouco de seu tempo para compreende-las. Líderes educadores servem com lições diárias e em pequenas doses. Líderes educadores servem através da coerência entre falar e fazer. Líderes educadores servem pelo exemplo. Gostaria de terminar com parte do texto de um líder educador/servidor, chamado Daniel Munduruku, um índio consciente da fascinante relação de serviço que deve existir entre os seres humanos. “Não escolhi ser índio, essa é uma condição que me foi imposta pela divina mão que rege o universo. Mas escolhi ser professor (educador), ou melhor, confessor dos meus sonhos. Desejo narrá-los (servir) para inspirar outras pessoas a narrar os seus a fim de que o aprendizado ocorra pela palavra e pelo silêncio (exemplo). É assim que ‘dou’ aula (lidero) – com esperanças e sonhos....” (Extraído do livro: Valores Humanos na Educação – Editora Gente)
Como estamos ‘dando aula’ em nossas empresas? Estamos servindo? Sou um líder educador que serve? Aproveitando a ocasião, em que posso servi-los?
Delaíse Pimentel Consultora em T&D; Moderadora no Rio do grupo virtual CONFRARIA-RHEspecializada em Educação Humana na Empresa Eterna Aprendiz – delaíse@globo.com
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As ‘CABRAS-CABRIOLAS’ que nos cercam
“O mais assustador do Folclore - Monstros da Mitologia Folclórica Brasileira” foi o livro que meu filho menor, decidiu comprar em nosso último passeio à Livraria. Deixei-o comprar. Sempre incentivo seu gosto pela leitura. Depois, também fui ler o livro; afinal, precisava conhecer o conteúdo do que meu filho havia lido. Que surpresa boa!!! O livro conta de uma forma bastante interessante uma história sobre os ‘nossos’ monstros e como eles se organizaram para protestar contra a desvalorização dos ‘monstros nacionais’. Comecei a gostar da leitura. Na 2ª parte, a autora descreve os monstros. Passa-nos a ficha completa deles: nome, lugar de origem, tribo, brincadeira, qualidade, defeito e mania. Comecei minha incursão por esse conhecimento e deparei-me com uma figura que me pareceu extremamente familiar: a Cabra-Cabriola. Vibrei!!! Afinal, havia conseguido um nome para umas ‘figurinhas famosas’ que rondam as relações interpessoais e afetam diretamente a comunicação e a produtividade das pessoas dentro e fora das organizações. Eis a descrição: “Sua boca é enorme e cheia de dentes afiados. A voz grossa e irritante. De seus olhos, nariz e boca saem chispas de fogo. E, da inocente cabra mesmo, ela nada tem. Ao contrário de outros monstros da mitologia folclórica brasileira, a Cabra-Cabriola é um monstro inteligente, capaz de preparar grandes estratégias só para conseguir entrar nas casas à noite e devorar criancinhas. Por exemplo, ela pode prender a imitar a voz das pessoas a fim de enganá-las. Mas é fácil descobrir a armadilha porque ela não tem a capacidade de se transformar. Embora more no campo, ouve-se falar dela até mesmo no litoral nordestino. Mas sua verdadeira origem é portuguesa. ”* ‘Que interessante’ – pensei. Lembrei-me de pessoas, várias, que me passam exatamente esta imagem através de sua comunicação e atitudes: “Sua boca é enorme e cheia de dentes afiados. A voz grossa e irritante.” Boca enorme para falar o que não deve, dentes afiados que deveriam morder a própria língua; uma voz que, independente do tom, sempre é irritante pois nunca transmite otimismo, apoio, compreensão, mas sempre está pronta a criticar, reclamar, apontar falhas, apontar pessoas culpadas. É uma voz de individualismo e prepotência, voz de isolamento e presunção. Voz irritante. “De seus olhos, nariz e boca saem chispas de fogo.” É incrível como as Cabras-Cabriolas que nos cercam disparam chispas de fogo para nos abater com um olhar; com uma respiração mais forte demonstrando deboche ou enfado, com uma palavra que nos queima por dentro tentando atingir seu intento maior: nossa pior reação, aquela que ela – a Cabra – quer que tenhamos. É uma boca que provoca, debocha, escarnece. É uma boca de onde só saem chispas de fogo. Ah!!! Estas Cabras-Cabriolas que nos cercam...
“... a Cabra-Cabriola é um monstro inteligente, capaz de preparar grandes estratégias só para conseguir entrar nas casas à noite e devorar criancinhas.”
Elas têm uma característica que marca os monstros e os vilões: são inteligentes para o mal. Nossa!! Como são altamente estratégicas para prejudicar pessoas. Preparam grandes estratégias para mentir, omitir, deturpar, subornar.... Devorar os que entram em seu caminho, custe o que custar. “Por exemplo, ela pode aprender a imitar a voz das pessoas a fim de enganá-las.” São experts nestas manobras. Manobras de engano, falsidade, desonestidade.
“Mas é fácil descobrir a armadilha porque ela não tem a capacidade de se transformar.”
Ôpa!! Monstros e vilões são sempre descobertos e nunca vencem o bem. Que bom! Temos uma forma para descobrir quem são as Cabras-Cabriolas que nos cercam: Cabras-Cabriolas não têm a capacidade de se transformar. Não desejam crescer por isso não podem se transformar. Não desejam aprender, logo, não podem se transformar. Não sabem se comunicar, por isso não podem se transformar. Não conseguem conviver com a diversidade e aprender com as diferenças, por isso não podem se transformar. Não reconhecem virtudes nos outros; não reconhecem ‘outros’, por isso não podem se transformar. Cabras-Cabriolas só querem assustar. Cabras-Cabriolas só querem ‘cabriolar’ – fazer movimentos sinuosos, sem apresentar nenhum resultado efetivo para o próprio bem e para o bem do grupo. Só querem aparecer, mas não produzem nada, não agregam nada; não compartilham nada, porque nada têm para compartilhar. Cabras-Cabriolas não querem mudar. Precisamos conviver com elas, infelizmente. Mas não precisamos satisfazê-las. Elas estão ao nosso redor e vão permanecer; então: · Mantenha-se firme no controle da sua emoção. · Mantenha-se no controle de sua comunicação. · Mantenha o seu comportamento em suas mãos, não o entregue às ‘cabras-cabriolas’. Lembre-se: elas não têm a capacidade de se transformar. Nós temos. Elas não querem se transformar. Nós queremos. Que as impacientes Cabras-Cabriolas que nos cercam, se cansem rapidamente de nós e partam para ‘cabriolar’ em outras bandas! Que a insuportável convivência com seres-humanos, profissionais de alto nível de competência e segurança, que não precisam ‘apagar’ os colegas para conseguir mostrar seu brilho, faça-as correr em disparada para outros lugares. Aliás, que não haja lugares para cabras-cabriolas em nossas vidas e empresas!
Nome: Cabra-Cabriola Lugar: Nordeste Tribo: Monstros Brincadeira: Cabra–cega Qualidade: Esperta Defeito: Impaciente Mania: ‘cabriolar’ = dar pulos e fazer movimentos sinuosos
* Livro: O Mais Assustador do Folclore – Editora: Caramelo Autora: Luciana Garcia - www.edcaramelo.com.br
Delaíse Pimentel Consultora em RH Comunicação Empresarial delaise@globo.com
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